segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Publicado na Gazeta Regional de Goioerê em 01/12/2012


“Cada vez que você dá um passo adiante, está destinado a perturbar algo. Agita o ar enquanto avança, levanta pó, altera o chão. Vai atropelando coisas. Quando uma sociedade inteira avança, esse atropelo se faz em uma escala muito maior; e cada coisa que transtornar os interesses criados que quiser suprimir, tudo se transforma em um obstáculo.” (Mahatma Gandhi).

Um feminismo exacerbado pairou sobre meu cotidiano essa semana. O motivo? Conhecer a surpreendente biografia de Indira Gandhi, que em um período totalmente castigado da história da Índia, fez um governo brilhante sustentado em um único objetivo: acabar com a fome e proporcionar bem estar ao seu povo.
Filha de Jawaharlal Nehru, grande político da história da Índia, que deixou como legado à sua filha, ideais políticos e a crença de que o ato de governar uma nação tem e deve ser exercido com o único objetivo que é o de trazer benefícios e dignidade aos mais pobres.
Com esse ideal político, seguido dos ensinamentos de Gandhi, líder espiritual da Índia, grande amigo do pai de Indira, mas que não tem influência alguma em seu sobrenome, que essa brilhante mulher iniciou sua carreira política, sendo então a primeira mulher a governar e ocupar um cargo de extrema importância em seu país.
Como primeira ministra de um país dominado pelo caos, Indira criou uma política de forte combate a fome, seguido de grandes atitudes diplomáticas para angariar recursos que ajudariam na cessação da situação de miséria do país. Foi extremamente forte durante as pesadas agressões contra seu governo que recebeu da oposição e até mesmo de uma camada significativa de seu partido, ainda assim, continuou firme e se reelegeu.
O único desvio em sua carreira foi acreditar cegamente em seu filho, que provocou um estado de caos no governo de sua mãe, fazendo com que o estado de sítio, que ela se obrigara a decretar, um período de total obscuridade em sua vida política. Ainda assim admirada por seu único defeito foi ter sido mãe, ter seguido seu instinto maternal, característica louvável.
Mesmo assim, após ter sido derrotada nas urnas, Indira não deixou de lutar, foi em busca dos mais necessitados, da camada esquecida pela sociedade e por seus governantes e enfim voltou a ter a confiança dos seus e retornou ao poder.
Grandes lutas políticas, a perda do pai, marido e filho para a morte, a guerra com sua nora para manter o contato com seu neto, a rejeição pela camada machista, tudo isso fez a história dessa mulher surpreendente, que com sua política maternal governou um país com punhos de aço.
Acredito que a história de Indira Gandhi pode e deve contribuir para o futuro de uma geração de mulheres que se forma agora e que é capaz sim de fazer a diferença.
Por essas e outras mulheres que o mundo se curva e admira a tão organizada e firme presença feminina em cargos políticos de alta responsabilidade.
E por falar em governo feminino... Louvável a posição de nossa presidenta Dilma Rousseff em relação à Lei de Royalties. Vale a pena conferir.
“A função do poder é proteger.” (Pascal).

3 comentários:

Ana Maria de Souza Tardelli disse...

Parabéns pelo artigo, está perfeito! Me deu vontade de ler mais sobre Indira Gandhi.
E, referente ao seu comentário final no artigo: Viva as Mulheres! Viva Dilma!
Beijos...

Ana Maria de Souza Tardelli disse...

Parabéns pelo artigo, está perfeito! Me deu vontade de ler mais sobre Indira Gandhi.
E, referente ao seu comentário final no artigo: Viva as Mulheres! Viva Dilma!
Beijos...

Tônia Carla disse...

Valeu Aninha!!!