terça-feira, 27 de novembro de 2012

Publicado na Gazeta Regional em 10/11/2012



Primeira publicação, primeiro desabafo, meu pontapé de entrada no mundo jornalístico.
Tudo surgiu com o intuito de levar um pouco de interesse aos jovens em discutir o “tabu” chamado política. Ideia essa administrada tão e somente pelos meus princípios e formação política e que à sua maneira amadureceu e deu forma a esta coluna. Espero, por meio desta, desenvolver um senso crítico permanente e resgatar os valores de jovens na luta política. Mesmo sendo publicações apartidárias, o principal objetivo é desencadear pequenas discussões ideológicas.
Nada mais natural que iniciar minhas discussões com o saudoso Mandela, pouco admirado pelos jovens nos dias de hoje, mas que carregou uma multidão de seguidores em prol de uma luta política justa e democrática.
Antes de mais nada, faz necessário citar o Apartheid, regime de segregação racial adotado na África do Sul durante o período de 1948 e 1994. Uma forma ditatorial injusta, que anulou os direitos de grande parte da população governada pela minoria branca em poder no país.
E foi nesse cenário que surge Nelson Mandela, negro, nascido em uma tribo distante da capital do país e com um único objetivo: fazer a diferença.
Formou-se em Direito, foi o mais famoso preso político da história mundial, além de pai, marido, bom homem, cidadão rebelde e militante de causas políticas foi presidente de uma África do Sul democrática e sem fronteiras raciais.
Sua história, sua luta, seu perfil diante da prisão, é mais que um exemplo para os jovens, é um incentivo a levantarem suas vozes e exigirem uma política transparente, além disso, buscar o conhecimento para lutarem por seus direitos muitas vezes ceifados pela falta de informação.
E é com esse ideal que inicio, a partir de hoje, uma sequencia de informações e lapsos para de certa forma, não utópica, incentivar a luta dessa grande massa que é a nossa geração, capaz sim de eleger seus representantes de forma séria e inteligente.
Agradeço à Gazeta Regional por estar cedendo este espaço para eu representar, de alguma forma, nossa geração, a geração informatização, aquela que pode e deve fazer a diferença.

Um comentário:

Ana Maria de Souza Tardelli disse...

Interessante sua proposta, e seus "temores" frente a nova geração, fazem muito sentido, pois vemos os jovens hoje alienados, "aculturados" (isso existe? rsrs). Não tem visão crítica, vivem à mercê de uma Mídia impositora e até ditadora. Hoje puxei assunto com uma colega de vinte e poucos anos sobre a Morte de Niemayer e a mesma demorou para lembrar quem este era! O que é isto? Alienação total? Falta de interesse? Imagine esperar desta pessoa então um pensamento critico...