domingo, 6 de junho de 2010

Neuroses à la Bradshaw I

Por que um sonho é tão real no momento em que é vivido? E quando a gente acorda ele se torna algo patético?

Pois é... Um sonho não me sai da mente nos último dias, quando estou dormindo e vivendo aquele momento é tudo tão lindo, tão perfeito, tão instigante e de repente pow... se perde no simples fato de eu abrir os olhos, e quando isso acontece eu páro e me julgo por ser tão patética e romântica.

Talvez seja o fato da realização desse sonho ser tão distante, que pra realidade seria apenas clichê, só isso. Ou, por outro lado ser uma coisa tão perfeita que temos medo que seja real.

Indo de encontro com a perspectiva dos sonhos me deparo com outra situação: nossos sonhos vividos.

Em determinados momentos de nossas vidas vivemos situações tão agradáveis que se enquadram perfeitamente no ideal de sonho, de fuga da realidade, de sensação de extrema felicidade; e que sem ao menos perceber deixamos de lado, e tudo se torna apenas fragmentos de uma vida que se foi, de uma felicidade que partiu e deixou rastros inesquecíveis digamos que sublimes, dignos de melancolia em alguns momentos frios e situações de extrema carência.

É a partir disso que penso "como é bom sonhar, que bom que isso passa", pois se esses momentos fossem eternos não seriam dignos de pensamentos e de saudade, saudade essa que chega de mansinho e que toma conta de tudo, nos levando ao simples pensamento de que viver é bom, sonhar e relembrar os momentos gloriosos é melhor ainda...

e mais uma vez afirmo: viva intensamente, se ficar saudade, use desses momentos para tirar proveito e afirmar para si mesmo... Sou feliz, fui feliz e será sempre assim.
Saudade é natural, agora arrependimento de não ter feito a coisa certa na hora certa... ah, isso sim é ruim!

boa semana.

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